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ABRINDO AS PORTAS QUE HÁ EM NÓS
QUEM É EILEEN CADDY?
A FINDHORN
FOUNDATION
ABRINDO AS PORTAS QUE HÁ EM NÓS
O livro intitulado “Abrindo
As Portas Que Há Em Nós”,
da autoria de Eileen Caddy, é uma obra repleta
de valores espirituais como o são o amor, a
alegria, a paz, a gratidão e a unidade. Nele, Eileen
Caddy propõe-nos uma meditação quotidiana a
fim de encontrarmos um sentido para a
nossa vida. São palavras suas:
“E por que não, ser nesta vida um optimista
que tem o desejo, que encontra, e cria sempre o
melhor?”
“Qual será a utilidade da vida se tu dela
nada apreciares e não tiveres bem-estar em tudo o
que fazes, quer se trate de trabalho ou
entretenimento?”
“Viver uma vida espiritual não significa
estar privado de todos os bens terrenos necessários
que te facilitam a vida.”
Decorria o ano de 1953, quando Eileen Caddy
recebeu a primeira de miríades de
mensagens pessoais a partir duma vozinha íntima
e calma, provindo do seu âmago, duma fonte por ela
designada como Deus Interior.
Tais ensinamentos, despretensiosos, recebidos
ao longo dos anos, proporcionam uma Verdade
espiritual e uma perspectiva esclarecida
sobre a forma de fruir uma vida mais
venturosa, mais abundante em
significado e mais desprendida.
Ao folhear o “Abrindo As Portas Que Há Em Nós”,
o leitor reencontrará o real significado do
amor, da alegria, da paz, da
gratidão, da unidade, assim como de
outros tópicos, muitas vezes repetidos ao
longo das suas páginas, porque, tal como ali refere
Eileen Caddy:
“Muito devagar e com muito Amor, EU
continuo sem cessar a lembrar-te as
coisas que contam realmente na vida, até que
elas acabem por fazer parte integrante da tua vida,
e que elas vivam e se mexam e
tenham o ser delas em ti”.

QUEM É EILEEN CADDY?

Eileen Caddy
é conhecida em todo o mundo como um dos três
fundadores, em 1962, juntamente com o seu marido
Peter e com Dorothy Maclean, da comunidade de
Findhorn, situada no norte da Escócia, Reino
Unido, onde passou a viver, dando vida à
comunidade criada na área costeira da baía
com o mesmo nome. Esta experiência
comunitária é o corolário da caminhada
espiritual pessoal que ela, há alguns anos,
vinha seguindo.
Eilleen
nasceu em Alexandria, no Egipto, em
1917, filha de um director bancário, de apelido
Jessop. Deixou o plano terreno em 13 de Dezembro de
2006, aos 89 anos, em Findhorn, na Escócia.
No início da década de 50, Eileen
ingressou num círculo espiritualista
conduzido, desde inícios dos anos 40, por
Sheena Govan (1912–1967), filha do evangelista
John George Govan, fundador da Faith Mission (uma
organização protestante escocesa), grupo esse que,
praticamente desde o seu início, era integrado por
Peter Caddy e, a então sua esposa, Dorothy
Maclean.
Consulte o BLOG da Exotéria, clicando nesta frase.
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Em 1953, Eileen casou com Peter
(nascido a 20 de Março de 1917, tendo estudado em
Harrow, e que entretanto também se divorciara), do
qual adoptou o apelido Caddy, de que nasceram
três rapazes.
De 1957 a 1962 ambos dirigiram o Cluny Hill Hotel,
perto de Forres, Moray Firth, no nordeste da
Escócia, a que se seguiu um período de
desemprego no decorrer do qual se dedicaram à
prática de agricultura orgânica como forma de
reforçar o orçamento familiar, perto da vila de
Findhorn, tendo essa experiência sido tão eficaz e
notável que acabou por atrair a atenção da
opinião pública inglesa.
A convicção generalizada de que Peter
Caddy, Eileen e Dorothy Maclean
(que entretanto se lhes juntara, tendo ido viver
para uma dependência da habitação do casal), tinham
tanto êxito com as suas plantas graças
à intervenção divina, que seria como que uma
recompensa pelo seu empenho espiritual, levou a que
a BBC lhes tivesse dedicado um programa em 1965, que
terá sido o ponto de arranque da comunidade
que viriam a formar ainda nesse ano, apoiada nas
práticas espirituais dos seus três fundadores.

A FINDHORN
FOUNDATION
A comunidade, que passou a ser conhecida como
Findhorn Foundation, tem vindo a crescer ao
longo dos anos, tendo por inúmeras vezes sido a base
de documentários televisivos, nomeadamente
por parte da BBC, destacando-se mais recentemente a
série “The Haven”, produzida pelo Channel 4
em 2004.
Entretanto, em 1979, Peter Caddy abandonou a
comunidade da qual fora co-fundador, vindo a falecer
mais tarde, em 18 de Fevereiro de 1994, num acidente
de viação na Suiça.
A Findhorn Foundation é uma associação sem
fins lucrativos, cujos membros mantêm um modo de
vida comunitário e de partilha, que se
tornou conhecida pelo seu trabalho com as
plantas e na comunicação com os reinos da
natureza, constituindo, actualmente, um centro
de educação espiritual e holística
que vive e trabalha em estreita colaboração com
outras organizações e indivíduos que compõem aquela
comunidade, que conta cerca de quatrocentos
membros permanentes.
Concordantemente com os seus fundadores, a
Findhorn Foundation não impõe aos seus membros
nenhuma doutrina ou crença formal,
acreditando que a humanidade está envolvida
num processo de expansão evolutiva da
consciência, gerando novos comportamentos para a
civilização, assim como uma cultura
planetária impregnada de valores espirituais.
Graças à autenticidade da sua pesquisa,
Eileen Caddy é mundialmente reconhecida,
constituindo uma referência para todos quantos
procuram o acesso a uma nova consciência.
Para Eileen Caddy, meditar consiste em
reencontrar o propósito do silêncio, a pureza
do momento, é um encontro com a nossa
criança interior em intimidade e com
encantamento. E, atenta a tais momentos de
interrogação e de disponibilidade da alma,
ela soube abrir o seu coração a um certo
"ensino da graça" e é com candura e afecto que ela
revela a cada um de nós, transcrito nas suas
obras, o fruto daquilo que, em silêncio,
lhe foi oferecido.
Foi assim que, pelas palavras da própria Eileen
Caddy, teve início a sua experiência,
única, no campo da meditação: “Um dia, fui a
um lugar a que chamam santuário, para rezar
em silêncio. Estava no meio do meu monólogo
sério quando, de repente, ouvi muito claramente uma
voz falar-me e dizer-me: ‘Fica em silêncio
e sabe que EU sou Deus!’ ”.
As obras de Eileen Caddy incluem “God
Spoke to Me”, um volume já editado em vários
formatos, contendo mensagens por ela recebidas desde
1965, “Footprints on the Path”, “The Dawn
of Change”, “The Living Word”, a sua
autobiografia “Flight into Freedom and Beyond”,
para além do best seller mundial “Opening Doors
Within: 365 daily meditations from Findhorn”.
Como reconhecimento pelo seu empenho e
seriedade na pesquisa espiritual, em 2004,
Eileen Caddy foi agraciada pela rainha do Reino
Unido, Elizabeth II, com o MBE (ou seja
membro da “The Most Excellent Order of the British
Empire”, uma ordem inglesa de cavalaria, criada em 4
de junho de 1917 pelo rei Geeorge V).
Em Portugal o “Abrindo As Portas Que Há Em
Nós” é uma edição da Exotéria, ISBN
972-9039-19-4, numa magnífica e sensível tradução
da responsabilidade de João Félix Galizes, a partir
da edição e compilação de David Earl Platts “Opening
Doors Within”, publicado pela primeira vez pela
Findhorn Press, em 1987.
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